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A tese de fundo deste livro de Waldenyr Caldas é clara: as culturas juvenis nascem em um determinado período histórico da cultura ocidental. Este momento surge em um contexto – algumas áreas metropolitanas – no qual se libera um tipo de sensibilidade conexo à música. As conexões entre metrópole, música e jovens caracterizam a sensibilidade corpórea de uma maneira antes impensável, porquanto subverte as tradicionais distinções de classes rigidamente dicotômicas: aristocracia e burguesia de um lado, e classes populares (camponesas, operárias e empregados) de outro. Em termos, este tipo de música da juventude não é classista, mas transclassista: no sentido que favorece o trânsito e os cruzamentos culturais para além da velha estratificação de classe. Não apenas isso, mas também as dicotomias racistas que discriminavam radicalmente brancos e negros – isto é, os descendentes wasp dos afro-americanos – não funcionavam mais; assim como a outra grande distinção entre cidade e campo na qual se baseava no início o conceito de modernidade.
| ISBN | 9788585653965 |
| Autor | Waldenyr Caldas |
| Nº de Páginas | 240 |
| Formato | 14 x 21 cm |



